Autonomia com controlo humano numa IA ofensiva
Quando falamos de uma IA que executa ataques na sua infraestrutura, a primeira reação de qualquer responsável de segurança é — corretamente — de cautela. “Autónomo” não pode significar “descontrolado”. A pergunta certa não é se devemos confiar numa IA ofensiva, mas que mecanismos tornam essa confiança justificada.
Na DIANA, a resposta assenta em três camadas.
1. Âmbito definido antes da execução
Nada acontece fora do que foi autorizado. Antes de cada operação, define os ativos, os limites e as regras. A IA opera estritamente dentro desse âmbito — ativos críticos podem ser excluídos, janelas temporais podem ser impostas, e o nível de intrusão é seu.
2. Aprovação humana nas ações sensíveis
Os passos de maior impacto — escalonamento de privilégios, acesso a dados sensíveis — param e aguardam confirmação. A IA propõe; a pessoa decide. Este é o coração do modelo: a velocidade da automação, com o julgamento de um humano onde ele é insubstituível.
Veja um exemplo real de um trilho de operação:
14:07:52 diana Pedido de escalonamento de privilégios em db-prod-02 [APROVAÇÃO]
14:08:15 a.reis Aprovado com restrições — janela de 30 min, sem exfiltração [HUMANO]
A operação só avança depois do “sim” — e com as condições que a equipa impôs.
3. Trilho de auditoria completo
Cada ação fica registada com contexto e timestamp, exportável para o SIEM. Isto não é apenas boa prática de segurança — é a prova de diligência que a governação e a regulação exigem. Se alguém perguntar “o que foi testado, quando e com que autorização?”, a resposta está no trilho.
Autonomia é uma ferramenta, não um fim
O objetivo não é remover o humano. É libertá-lo do trabalho repetitivo de descoberta e validação para se concentrar nas decisões que importam. A IA cobre mais, mais depressa; a pessoa mantém o controlo.
É por isso que resumimos a DIANA numa frase: pentest autónomo, controlado por humanos.
Veja como funciona em detalhe, ou agende uma demonstração para ver o fluxo de aprovação ao vivo.